PORQUE O QUE É BOM, É ETERNO...
Scarlett Johansson
Por Gabriel Carneiro
Filha de pais separados, Scarlett Johansson nasceu em Nova York, no dia 22 de novembro de 1984. Nesse curto espaço de tempo – quase 23 anos -, a moça loira de seios fartos tornou-se uma das principais estrelas de Hollywood, e queridinha dos americanos. Foi graças à mãe Melanie, que mora em Los Angeles, que sua carreira tomou forma. Sua progenitora dedicava-se a isso, a tornar a filha um sucesso como atriz. Sua primeira aparição se deu na TV, aos oito anos, no talk-show Late Night with Conan O’Brien.
Viriam pequenos destaques ainda, escolhas acertadas para lhe dar notoriedade dentro do meio, mesmo que em grandes bobagens. 1997 seria o ano de Fall e do péssimo Esqueceram de Mim 3. No primeiro, é a ‘garotinha’. No segundo, não importa o que fizesse, de ter aceitado o papel vemos a necessidade de aparecer ao que fosse escalada. Em 1998, outro destaque positivo. O Encantador de Cavalos, mais um exercício tortuoso e pseudo-emotivo de Robert Redford, ganhou a Johansson vários comentários sobre sua notabilidade. Era uma criança tenra e pura num filme ‘sensível’.
Antes de estourar como atriz e gritar seu nome ao mundo em 2003, quatro filmes se seguiram e que clamaram a atenção do mundo do cinema. Em 2001, a adaptação dos quadrinhos Mundo Cão para as telonas trouxe uma divertida aventura bizarra com afiado elenco. Johansson, Thora Birch e o sempre genial Steve Buscemi encabeçam esse filme independente de humor ácido. No mesmo ano: a fábula em P&B dos irmãos Coen O Homem que Não estava Lá e o fraco Uma Rapsódia Americana. Em 2002, o terrir Malditas Aranhas! Mas mesmo que estrelasse alguns filmes cult indies, seu nome ainda era um tanto desconhecido.
E veio o ano de 2003. Uma diretora só conhecida por ser filha de uma lenda viva do cinema chama um ator decadente e uma aspirante já bem experienciada para contar uma história de amor e choques entre duas pessoas completamente diferentes no Japão. Essa diretora era Sofia Coppola, e o filme Encontros e Desencontros. Com ele, o mundo foi à loucura. O cinema independente teve nesse ano outro símbolo grandioso, com diversas premiações – incluindo quatro indicações ao Oscar -, e o filme alçou a carreira dos três. Bill Murray voltou com grande estilo, Sofia virou cult e Johansson passou a ser super celebrada. Não entrarei nos méritos da qualidade do filme ou da diretora.
Dois momentos de Encontros e Desencontros
No mesmo ano, Moça com Brinco de Pérola. Num papel mais denso e mais dramático, Scarlett se firmou com grande atriz. A musa de Vermeer se tornou a musa das platéias. Foi ignorada no Oscar por ambos, mas ganhou dupla indicação no Globo de Ouro, e se tornaria queridinha pelos próximos dois anos.
Em 2004, filmes menores se sucederam. Foram cinco deles. Entre filmes como Nota Máxima, A Falsária e Bob Esponja – O Filme, dois chamaram mais atenção. Uma Canção de Amor para Bobby Long garantiu-lhe a terceira indicação ao Globo de Ouro, e o belo Em Boa Companhia, comédia romântica atípica, fez boa bilheteria.
Para quem achou que com a fama a moça só faria um monte de porcaria, teria acertado em 2005 se só Michael Bay a tivesse dirigido. A Ilha estreou fazendo barulho, literalmente. Os diversos mega-efeitos sonoros e visuais destruíram a agradável conquista da primeira metade do filme. E constou como mais uma mancha na carreira da galante atriz. Talvez isso tenha feito com que mais que nunca Johansson se dedicasse a algo sério.
Ponto Final assinalou a primeira parceria entre ela e o cineasta Woody Allen. Allen extraiu da exuberante intérprete a sua melhor atuação. Match Point é o seu auge de sexualidade e sensualismo. No deslumbrante papel de uma amante paranóica, que cada vez pressiona mais o adúltero, ela se libera completamente, e com vigor perpassa da loucura à meiguice. Um triunfo diante do passado recente. Outra indicação ao Globo de Ouro. E é nesse filme que Johansson de fato se revela como a grande atriz que é.
Em 2006, mais três filmes. Todos boas produções. Dois com grandes diretores de tradição, e um de uma revelação que tenta se encontrar. Scarlett parece ter achado seu lugar entre os coadjuvantes, mas sempre em atuações singulares e que provocam comentários. Houve a segunda parceria com Allen, em Scoop – O Grande Furo, em que faz uma adorável e ingênua aspirante de jornalista. Houve uma parceria com Brian De Palma no neo-noir Dália Negra, e houve uma parceria com Christopher Nolan, em O Grande Truque. A doçura de Scoop é radicalmente invertida em Dália Negra, em que seu poder de convencimento e manipulação, diretamente ligada à sua sensualidade, é exalada pela atriz.
Dália Negra e Scoop - O Grande Furo.
Seu último filme permanece inédito por aqui, The Nanny Diaries, voltando a protagonizar. Entre os próximos projetos em fase de pós-produção e filmagem temos o Projeto Espanhol de Woody Allen, The Other Boleyn Girl e He’s Just Not That Into You. Outras duas produções anunciadas com seu nome são a adaptação dos quadrinhos The Spirit, e Mary Queen of Scots. Ela está cotada, também, para viver a atriz pornô Jenna Jameson numa cinebiografia.
Enquanto isso, mantém sua vida amorosa bem reservada. Muitos boatos – Benicio Del Toro e Justin Timberlake -, e alguns comprovados como Josh Hartnett, conhecido no set de Dália Negra, e o atual Ryan Reynolds. Fez também clipes musicais com Timberlake (What Goes Around) e com Bob Dylan (When the Deal Goes Down). Outra coisa. Peço aos cineastas que ouçam as palavras de Scarlett: “Tirar a roupa não me incomoda, desde que seja no roteiro certo”. A atriz também já mostrou interesse em fazê-lo num filme europeu de arte. Agora é esperar. E, de preferência, com mais uma atuação fenomenal.
Reminiscências
Scarlett Johansson é a típica gostosona, sem cair nos vulgarismos. Ignora os conceitos de dieta à risca, e não quer ser muita magra. Não vê problemas nas gordurinhas extras. É isso que faz com que caia no gosto popular. Mulher de corpo - e que corpo. Seios grandes, bumbum redondo, muitas curvas, pele bem cuidada. Além das longas e lindas madeixas douradas. Seu nariz adunco é só mais um fator positivo em sua feição, mostrando que nariz tem que combinar com o rosto e não ser pequeno.
Musa de hoje, musa de sempre, Johansson é uma mulher carnal; mulher a se possuir. Nada de delicadezas extremas. É o que Raphael Carneiro chamaria de “cavalona”, e certamente está certo. É a típica mulher que provoca a libido pelo biótipo. Pode ter seus 1,63 metros, mas isso não impede a força de seu corpo. Seus lábios carnudos não devem fazer feio. Imagino-a muito energética. Eita, mulherão!